Mostrando postagens com marcador Colaboradores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Colaboradores. Mostrar todas as postagens

16 de maio de 2017

Confiar

Fonte:http://pt.wikihow.com/Confiar-em-Seu-Namorado


Confiar é fiar juntos
Comungar assuntos
Traçar o plano
Tramar o pano
Atear a lenha, o fogo
O tear, a linha, o jogo
O novelo, o fio, o ponto
A novela fiando o conto
Os olhares olhando a dança
As mãos manejando a trança
As cores brincando, combinação
Atores brindando a mão, outra mão
Sonhar, segredos tecidos em confissão
Enfim, fiar sem medo, ter sido tecelão


Evandro Navarro
24/4/2017



30 de abril de 2017

Poeira

Fonte: http://www.missaofoiporvoce.com.br/home/abra-a-janela-do-teu-quarto/


É preciso tirar a poeira do sótão
Limpar a sujeira das frestas,
Lembranças obstinadas,
Abrir as gavetas enferrujadas do tempo
Polir os metais,
Energizar os cristais
Varrer a preguiça,
Encontrar a coragem
Para deixar o sol entrar,
E brilhar novamente
Iluminando o quarto vazio

Ana Lopes

Mais poemas da autora em  Blog Janela da Alma

21 de abril de 2017

Em fome pela Recoleta

Fonte: http://www.pureviagem.com.br/noticia/buenos-aires-a-noite-animada-da-capital-da-argentina_a20845/1


À meia noite, Buenos Aires é um delírio
De pólvora e concreto esfarelado
Quando a fome entra ligeira, garganta a dentro,
E cada metro percorrido
faz da calle Corrientes, um pedaço esquecido do mundo

Na próxima esquina, a do esquecimento inóspito,
dos chicas se devoram em meio às sombras da madrugada
Juntas, pulsam ao ritmo elétrico da boate fluorescente

Hay vivir solo, cabron
?Si, pero ya lo soy, che?

Pigarreio as horas
?Lo que puedo hacer, sonreir?

Dois meninos cambaleiam até um velho automóvel
El chico uno lleva gafas
O outro, um cacho de bananas nanicas
Que me doem de desejo
Me acosté con hambre los últimos tres días
E os faróis e estações caminham pela calle Santa Fe
Tudo converge para o vendaval que preenche
as cadeiras vazias do Rincon Norteño
Me gustaria una hamburguesa completa
Mi humanidad pide que mi hambre se va
A fome é o desejo de esfarelar o cotovelo gasto,
o arranhar da barba pela vitrine fedorenta na dispersão da noite,
o rasgo no saco de lixo tóxico na esquina com a calle Riobamba

Como son felices, no? Padre, Madre y chicos
Assim como o meu salto desgraçado pelo sistema métrico
que cruza o Oceano Índico
e termina a dois passos do Sul
em meio a transa dos trópicos

No puedo ayudarte, joven
Todos sabem que é impossível medir o desejo
Ou os passos entre a lua
e o pé do estômago

Un viejo me llama y lo escucho

?Usted sabe que es posible predecir el futuro cuando los zapatos inundan la Recoleta?
?En serio? Si, compañero,
Mesmo quando o passo recuerda la lluvia y saudade,
indivisíveis e crônicas

Por cima do seu ombro,
pois já não há mais ombros lúcidos em Buenos Aires,
encaro, atônito, o breu que colore
o melancólico dezembro

? Qué pasa, che boludo?
            Não há luzes de natal,
? Se volvió loco, hombre?
Como pode haver natal sem luzes coloridas?

Una chica sorri e sussurra entre dentes
Como se llama, brasileño?

Pero, não la escucho
Mis pensamientos são de las luces parpadeantes
Mis ojos ahora piscam sem cessar

Pues não adianta
nada mais adiantará
Ya que no hay hambre no porão
E Buenos Aires pode tentar
Mas jamais será o trópico leste do mundo 



Anderson Estevan é paulistano, poeta e jornalista. Autor de "Cores Primárias" (2013), pela editora Multifoco. 

20 de abril de 2017

Amor

Fonte: https://criativo2011.wordpress.com/2011/09/21/amor-e-desenho/


Amor é silêncio, é mania
É coisa que pula o portão
É flor que nasce no chão
Do coração
Amor é amendoeira Drummond
É planta de ribanceira, é nação
É roseira, é sombra de seringueira
No coração
Amor é parte, é inteiro e meio
É bicho de estimação, é leão
É remédio amargo, é melado
É destino certo, é rosa dos ventos
Pro coração
Amor é diverso, é diversão
É o escuro da noite, é clarão
É deserto, é vinte e cinco de março
É gente só, é multidão
Sempre coração
Amor é destino, é menino
É jabuticabeira, é um cacto
É sina, é sino, é um sinal
É bordado nas pontas, é fonte
É um belo horizonte, é sertão
É coração
Amor é doideira, é santificado
É reto, é incerto, é insano
É bicho da seda, é brigadeiro
Amor é completo, é fragmentado
É o fim é o começo é a estrada
Amor que é amor nos ama


Milton Oliveira

Maio/2015

19 de abril de 2017

Uma Vez Mais

Fonte: http://mensagens.culturamix.com/frases/frases-para-a-despedida-a-espera-pelo-reencontro


foi igual
ela se vestiu, ainda feliz
olhou de relance…sorriu
me apertou com um beijo
tímido, carente
e eu com um desejo
não do calor, não do presente
mas de amor
“ e a gente?”
me disse baixinho
pegou suas coisas,
olhou para trás
“ nem um carinho?”
uma vez mais…
eu quis olhar
eu quis tentar
ao responder
não fui capaz
acenei com a mão
ela se foi…fácil demais
difícil saber
até onde um não
chega a dar paz:
no fundo do querer
no raso do saber
de quem mente…
esconde o que sente
uma vez  mais.


Por Bruno Oliveira

5 de abril de 2017

O Mundo

Fonte: http://placebookmarks.info/pages/o/o-mundo/


O bom cabreiro deífico /
O obreiro da egrégio das obras /
O grande brejo /
O tudo /
O aqueceu, e o esqueceu, é o seu / Durante os sete kairos como as pragas / Como que por poros de Póros / Concebeu, espóros, erva /
Que desse empório de pomo, por inquérito /
O Império /
O caibro que sustenderia /
A guerra /
Entre anjos imortais e anjos imorais / Que até estes cronos imperaria /
O Dragão mezozóiquiano desovado da primeira lua /
Foi desossado /
Endossado por um cacete de K-T / Cruelmente /
Em seu vulcão, enclausurado sua destreza involúvel tua lavra de riquezas, lava /
O que tenta libertar-se de seu Sião / Com erupção, forma ignorante de erudição /
O primeiro elfo semeou sua fadada fada amada /
Fardada em sua farda de tegumento / Não como dada a tartaro, mas com dádiva de o testamento /
Semente de tamareira /
Sob o luar da lua vermelha de que arde como Marte /
Antes da era de o primeiro Adão / Héracles em Cartago, colher a primeira hera /
"Solo", ruge suas lágrimas que remexidas granulavam o solo que o cruze adoçaram parte do mar / Refletidas no anoitecer tão lustres posto o entardecer refundem-se em estrelas no primeiro céu, ilustres /
E eis que elas iluminaram dela as primeiras flores fada, cor de Sakura /

Por Saulo Tedesco

2 de fevereiro de 2017

Amor

Fonte da imagem: https://blogmonasofia.wordpress.com/tag/lencois/



Hoje, dobrei lençóis, feito Amélia. Eles eram brancos, pastéis. O resto, xadrez. Como serão os nossos eu não sei. É clichê dizer que os penso rubros e sedosos. Bonito é crer que, antes do “parto”, arrumaremos nossos lençóis. Eles serão da cor que nós pintarmos. A cada instante, um tom intenso.

 Viviane Peter Casser

1 de fevereiro de 2017

Sobre Borboletas

Fonte da imagem: http://blogspotdiario.blogspot.com.br/2015/01/borboletas-christian-schloe.html


Por W. Lemos *

Criaturas encantadoras, coloridas e misteriosas. Assim são as borboletas.
Surgem repentinamente em lugares inesperados e improváveis.
Bastam alguns segundos para nos conquistar com sua beleza, leveza e delicadeza.
Também num piscar de olhos elas se vão. E deixam saudades, encantos e paixões.
Elas são brilhantes, sedutoras, alegres. E voam de forma sutil.
Não é difícil a gente se apaixonar por uma borboleta.
Uma vez seduzido, é normal querer admirar, observar, tocar.  
Querer tê-la por perto para sentir seu perfume, seu brilho, seu toque ao pousar.
Quero desvendar seus mistérios. Ou apenas contemplá-la e me encantar ainda mais.
Talvez as borboletas sejam tão belas, envolventes e atraentes por serem livres.
Afinal, precisam de liberdade para voar suavemente e flutuarem pelo ar.
Para pousar de flor em flor. Ou em qualquer outro objeto que à sua frente estiver.
Estou encantado por uma linda e exuberante borboleta.
Estivemos conectados por 2 breves, mas inesquecíveis momentos.
Depois de me seduzir ela se foi. Eu tentei convencê-la a ficar, a voltar.
Esforço em vão. Desde então, vivo a relembrar nossos encontros.
Quis ir atrás dela, seguir as pistas e seu perfume que ficaram no ar.
Recuei, mas não desisti! Ainda penso naquela encantadora e apaixonante criatura.
Compreendi que uma borboleta precisa voar, seguir seu rumo, brilhar por ai.
Se ela foi embora é porque não era minha. Não posso obrigá-la a voltar.
Dizem que quando mais corremos atrás de uma borboleta, mais ela se afasta.
E quando menos e espera ela vem e pousa em você. Tomara que seja verdade.
Quero que um dia essa teoria se torne realidade.
Enquanto isso, continuo aqui. À espera da borboleta que me seduziu...

Para Naves

25 de janeiro de 2017

Sua Cicatriz

Fonte da imagem:https://gapok.wordpress.com/2016/05/12/cicatriz

ô morena
que delícia
tu me faz
que delícia
tu me traz
um aconchego
de tanto faz
um sorriso violento
sem qualquer
tipo de lamento
depois de amar
muito forte
e um tanto
lento
aguento
não aguento
tudo que está
é demais puro
inseguro
sigo
vendo
cicatriz
lendo
o que não entendo
o que entendo
sendo
estamos?

Gabriel  Barreto

19 de janeiro de 2017

DIVÃ

Fonte da imagem:https://tresnortes.wordpress.com/2010/12/10/no-diva/

Há um medo escondido
No papel que a Mulher carrega
Nas bordas do seu vestido.
Há um quase existir
Preso nas suas costuras malfeitas.
Há uma identidade inaudível
Ressoando lúcida
Pelas pregas amassadas da sua saia
Querendo virar poema.
Há a nula pretensão
Dilacerada pelo silêncio
Abrigado debaixo da sua nudez
Pura e retalhada,
Quase nada,
Árvore ainda
Antes de ser divã.

(Viviane Barroso)

6 de janeiro de 2017

MINHA CALMA É LEVE

Fonte imagem: https://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-image-doubt-love-image28853736


Você acredita no amor?
Abafou o não no silêncio
Da sua dúvida.

Nem a mais bela das atuações
Do seu protagonista favorito
Interpreta o frio na sua barriga

Que dissipa

No encaixe de nossas buscas
Nas poucas palavras ditas
Ofegava.

Você acredita no amor?
Buscava respostas no precipício
Da sua vida.

Confundia as verdades com distrações
Mesmo depois de tudo que foi dito
Com o amor continuava em briga

Não dissipa

No contraste de nossas buscas
Fingidas almas altruístas

Silenciava.

J. Mário Cavalcante

Leia mais poemas do autor no blog O que José Diria?

O amor é público


o amor é público
exala dos poros
se vê nos olhos
no abraço
no meio da rua
explode fogos
artifício
quando se beija
é indício
da paixão
é início
de amor
grita aos
quatro ventos
por isso o pranto
aos quatro cantos
é acalanto
é incêndio
que não tento
cessar
fugir do amor
dá azar

Por Vitor Miranda

Você pode conhecer outros poemas do autor,  na obra  "Poemas de amor deixados na portaria"




 - Livro físico diretamente  através do e-mail: vitor_coto@hotmail.com

-E-book pela Amazon


25 de dezembro de 2016

POLÍTICOS



Procuram pactuar proveitos próprios,
Picam em pedacinhos seus propósitos
Pegam um presidente ou um prefeito,
O pobre povo quem  pagar o pato

Pouco propensos à preocupações,
Passivos, passionais, parca produção,
Prosperidade pouco lhes preocupa,
Pensam o pessoal, não o plural.

Prende-se a puta, o presidiário,
Político é preso no placebo
Para que se pareça uma prisão,
Propensa a um parque de diversão.

Padarias produzem poucos pães.
Pedreiras pedem e produzem pedras.
Política?... "pequenos" Políticos,
Parlamento?... - próceres pivetes.


D.Scris

19 de dezembro de 2016

NEM

É hora de acabar com Net Energia Metering no Havaí
Fonte:https://www.greentechmedia.com/articles/read/Its-Time-to-End-Net-Energy-Metering-in-Hawaii 

Nem tudo que é duro é couro
Nem todo bandido é touro
Nem tudo que é caro, presta
Nem toda intersecção, aresta
Nem todo arco, flecha
Nem tudo o que abre, fecha
Nem tudo que cura, arde
Nem tudo o que demora é tarde
Nem todo sinal, alarde
Nem todo instrumento, musical
Nem toda conclusão, final
Nem todo cristo, redentor
Nem tudo que incomoda é dor
Nem toda paixão, amor.

                        Ariel Alcântara


18 de dezembro de 2016

Poema Um

Fonte da imagem: http://vivianefreitas.com/blog/amor-no16-como-deve-ser-o-amor/


Qual objetivo que possuo?
Com certeza é sair do monturo.
Porém, é o que realmente desejo?
Não! o que quero é o que sinto quando a vejo.

Então a pobreza do coração é pior que a do bolso.
Desta forma, ser rico e não achar o amor é ser incompleto.
Sou pobre, mas meu coração bate quando te ouço.
Então sou rico, pois mesmo sem dinheiro seu amor me torna repleto.

Como o violino possui quatro cordas afinadas no mesmo diapasão
Da mesma forma que há sete notas musicais
Minha alma está ligada no seu coração
Não havendo necessidade, assim, de outros avais

Nesses versos simples, mas complexos,
As vezes por olhares convexos.
Podem parecer uma simples bobagem,
Mas para mim, é um gesto de muita coragem.

                                           Por Lucas Souza

20 de novembro de 2016

5 de novembro de 2016

CARTAS



Já estamos desgastados,
e saliva não resolverá
esperei um retrocesso,
areia na mão, escorrendo para o infinito azul

Pensei que voar era liberdade,
Voar é necessidade!
Cortei minhas asas, elas batiam para o inferno,
pra quê carma pior que este meu?

Já não me resta nada,
sou vazia como um poço fundo
mato a sede em lágrimas
de um adeus nunca dito,
mas sentido.

Tamanho é meu desgaste,
não tenho forças pra dizer: Até Logo!
A minha liberdade é não dizer.

               Por Veronisa

24 de outubro de 2016

Desejos não contados



Eu desisti de você meu bem
Porque, a você não consegui me mostrar
Por mais que tentei te fazer perceber
Você sutilmente mudava o olhar

Agora te tento tirar da memória
Vestígios que sobrou do que criei
Em noites, imaginando uma nossa historia
Por vezes sonhando acordado fiquei

Andando procuro não ver os teus olhos
Vejo-te passando, finjo que ignoro
Importo-me contigo calado, abafado
Você nem aí pra mim, de mim faz descaso.

No caminho agora vou voltar
A parte da fachada que entrei sem pensar
Pegar o restante da estrada que deixei
Seguirei até  à entrada de quem a mim, me querer bem.

Anderson Santos 

6 de outubro de 2016

Temporal

Fonte: https://br.pinterest.com/explore/amor/

O amor que pulsa em mim vem de ti 
Das tuas palavras e presença
E a calma que me traz a felicidade exata
Vem do teu espírito que me transporta
Para longe desse orbita triste
E sei quando se vai sinto o gelo
E na boca o gosto insano de somente eu

Agora vêm meses que não me entendem
Vejo-te ir e assim deve ser
E mesmo que meus olhos tentam te tragar
Para dentro de mim
Inconscientemente tu desobedeces
Pois és tu a minha fuga, o refúgio
Protejo-me de fantasmas e inimigos
Todavia, a necessária calma, só encontro em ti

Provo uma porção exagerada de estranheza da vida
Sinto viver histórias que não escrevo
Não vejo sentido em mim
Não sou homem de lágrimas que se externam
Mas longe de ti, dentro de mim

Um temporal se faz...


Por Rodrigo Lisboa

https://direcaodosventos.blogspot.com.br/

29 de setembro de 2016

Essa gente





O caminho à frente
é
cheio de carros,
cheio de gente
com
cheiro de tabaco,
cheiro de lodo,
cheiro de mundo,
coberto de limo,
coberto de tudo.

No caminho
que
tem cheiro de mato,
que
tem cheiro de gente
que
masca seu fumo,
que
masca o futuro e busca seu rumo,
que vira bagaço e tropeça nos passos
encontro essa gente
e
essa gente
me cospe na cara
coisas da vida,
coisas do mundo,
de cabo a rabo
e
do topo ao fundo,
me mostra quão altos
são todos os muros,
me estupra com uns `nãos`
sempre
tão veementes,
me ensina com os tapas
a
ser quase gente,
me chuta
pros lados,
pra cima e pra baixo,
me mostra
o futuro,
o passado e o indecente,
essa gente
com bafo
de álcool
e
sem dentes,
que
perde o rumo,
chafurda no lodo,
e,
ainda assim,
segue em frente.


(Adroaldo Barbosa Jr.)