10 de junho de 2013

Aquele dia...



Aquela manhã estava tão sombria,
A cor acinzentada me entristecia naquele dia.
Olhava para as ruas, pouca gente eu via,
Parecia sozinha naquela manhã tão fria.

Quão fúnebre aparentava aquele dia,
Tentava disfarçar a tristeza em meu olhar.
Via as pessoas sem energia em seu andar,
Sorria com um ar de hipocrisia.

Queria reviver sentimentos de alegria,
O labor não permitia, e assim eu ia, eu ia, ao longo do dia.
Parei pra pensar nas belas coisas da vida,
Logo voltei a pensar nas mazelas daquele dia.

Tentava me recordar dos bons vividos dias de calor,
Mas os corações congelados de uma gente com ar mortificador,
Lembravam-me os escombros de uma caverna fria.
Em minha mente a lembrança daquele dia,
Dia de temor, aquele dia parecia o dia do terror.

Chovia enquanto eu andava pela rua,
Tentava apagar a minha amargura,
Mas a chuva molhava minha face e descia pela rua.

Nada mudava naquele dia,
E assim eu ia, eu ia, ao longo do dia,


Nessa mesma melodia.

Enviado por Priscila Diniz

12 de março de 2013

Brasil

É a vida de uma gente sofrida,
Terra de raças mestiças,
É o Brasil da Lerê e da Sinhá.
Terra quente que derrama sangue de gente,
Onde natureza é riqueza e desigualdade é pobreza.

Solo fértil oh minha mãe! É Brasil de minas, de rios e rios,
É Brasil de Sol e música, é país do futebol.

É de gente sofrida, de João e de Maria,
É país de indigente e solo de burguesia,
É de Vargas, é ditadura! Vida dura de quem justiça procura.

Nação de progressos e fracassos,
De justos e injustos,
De paraísos e desertos.

É campo de concentração de uma gente sem respeito e compaixão,
É o Brasil dos brasileiros, é o Brasil dos estrangeiros,
É raça, cor e língua. É fruto de exploração, é tradição, é Brasil.

Poema enviado por Priscila Diniz , de sua autoria.


9 de dezembro de 2011

ABISMO


ABISMO É A ERA DAS RUPTURAS HUMANAS E DAS CONEXÕES ARTIFICIAIS
NÃO GOSTA DE VOCÊ? COMPRE UMA CARA NOVA E PONHA NO RG
MILHARES DE PLÁSTICOS, HOMENS DE VENTO, CABOCLOS PERDENDO A BONACHICE HOMENS RASGAM SEU PAPEL E AS MULHERES DEIXAM-SE SER LOURAS
TANTA E TAL LIBERDADE QUE NELA NÃO CABE OU NÃO SE SABE EXERCÊ-LA
MORAL ELÁSTICA VIROU ESTILINGUE
É O ERRO COM NOME TROCADO INVADINDO O MERCADO, CRIANÇAS NÃO BRINCAM
SÃO SOLDADINHOS DE CHUMBO. O QUE ENCANTA E O QUE INDIGNA HOJE? TOMATE
OU YOGURTE? MANDIOCA COM MELADO OU WAFER?
O FUTURO ANDA SURDO CEGO SEDENTÁRIO A FESTA DO FAST FOOD O DEIXOU DE MAXILAR FLÁCIDO AOS 22
SUAS MÃOS TREMEM. QUEM É O VELHO? AS FLORES DA ESTUFA PERDEM O PERFUME MAS QUE FALTA FARÁ SE CHEIRO O CELULAR TERÁ?
GERAÇÃO DEPRESSÃO, FELICIDADE DE FARMÁCIA, TEMOS PÍLULAS PARA TUDO.
LIBIDO, PARA QUE AMAR?
TEMOS FLUXETINA PARA QUE SER FELIZ DE VERDADE?
TEMOS GARDENAL PARA QUE RIR NATURALMENTE?
SERÁ QUE O REMÉDIO DA AMIZADE TEM TARJA PRETA?
GENÉRICOS PARA A PAZ?
PERFIS, FOTOS, FÃS E AMIGOS IRREAIS , VIDAS DE SECOND LIFE AINDA HÁ O QUE BOTAR NO PAPEL?
OU SÓ ABISMOS?

Por
Susana Toledo
Jornalista

 www.tudotodosenos.blogspot.com

25 de setembro de 2011

O Varal está vivo

Caros leitores desse blog!

Esse espaço foi concebido para valorizar o gênero poesia, oferecendo oportunidade para que os interessados em participar enviem suas produções, especialmente escolas de qualquer espaço geográfico. Também é um espaço de aprendizagem para meus alunos. Porém , como estou fora da sala de aula  nos últimos tempos, não o tenho utilizado com estes. Nem por isso vou deixar de compartilhar o espaço, já que a qualquer momento pode ser retomado e também o que foi publicado até aqui pode servir a quem o visitar. Todos estão convidados a dinamizar  o blog. 

"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!"
Mário Quintana

20 de novembro de 2010

Poemas

Erick Santos Soares, natural de Salvador, Bahia, 33 anos, Ensino Médio Incompleto, solicitou a publicação desses poemas de sua autoria. Obrigada, Erick, por partilhar sua poesia no meu blog.
Clique nas imagens para vizualizar melhor os textos.


15 de novembro de 2009

Fome de Poesia

Foto: Tadeu Vilani

Na 55ª feira do Livro de Porto Alegre , os visitantes puderam degustar poemas com vários sabores.
Qual poema você gostaria de comer? Escreva nos comentários ou produza o seu vídeo ! Envie que publicaremos!

25 de outubro de 2009

O Tempo


O despertador é um objeto abjeto.
Nele mora o Tempo. O Tempo não pode viver sem
nós, para não parar.
E todas as manhãs nos chama freneticamente como
um velho paralítico a tocar a campanhinha atroz.
Nós
é que vamos empurrando, dia a dia, sua cadeira de
rodas.
Nós, os seus escravos.
Só os poetas
os amantes
os bêbados
podem fugir
por instantes
ao Velho...Mas que raiva dá no Velho quando
encontra crianças a brincar de roda
e não há outro jeito senão desviar delas a sua
cadeira de rodas!
Porque elas, simplesmente, o ignoram...


Mario Quintana

19 de abril de 2009

Poema - arte

O poema a seguir é de Mauro Paz, gaúcho, que faz literatura associada às mídias eletrônicas. Observe a beleza da imagem e associe com as palavras do verso, comentando o significado do poema para você.



15 de agosto de 2008

No meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho... Veja o livroclip do famoso poema de Carlos Drumond de Andrade e comente: O que esse poema provoca em você? O que é a pedra no meio do teu caminho?



Leia o poema em vários idiomas, aqui.

22 de maio de 2008

Dia das Mães

Para homenagear as mães, os alunos da 3ª série 32 do Colégio Colbachini, Nova Bassano, declamaram poesias de Mario Quintana e Sérgio Capparelli. Gravamos um vídeo e passamos no data show. Foi muito legal, apesar da qualidade do vídeo não ter saído tão boa!!! Parabéns, crianças!



MÃE

Mario Quintana

Mãe...São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito

Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!


O que é mãe?

Sérgio Capparelli

Mãe? O que é mãe?
Pessoa doce?
Tão doce
Que faz passar vergonha
Doce de batata-doce?


Mãe? O que é mãe?
Tão doce
Que se parte
Quando parte
Melhor seria
Se não se fosse.

Mãe? O que é mãe?
luz muito clara
Tão clara
Que nos aclara
E, afagando,
nos ampara?


Mãe? O que é mãe
Tão doce? Tão severa
Se a gente erra!
E que empurra
Se tudo emperra
Mãe severa? Mãe doce?
Ou Mãe fera?

Nesse teu dia
Te dou jasmim
Te dou gladíolos
Te dou beijim
Assim assado
Assim, assim