Um presente de uma das poetisas que mais gosto. Deliciem-se!
29 de outubro de 2013
5 de outubro de 2013
25 de setembro de 2013
Mariana - Poesia 1
Mariana Cappello Garzella, brasileira, psicóloga, 28 anos. Mora no estado de São Paulo, em Santa Bárbara d'Oeste. Escreve poesias desde criança, mas agora resolveu compartilhar algumas delas aqui. E eu agradeço esse privilégio de poder divulgá-las. Breve , outras poesias da Mariana


Como eu queria ser o vento na copa das árvores
E ser o silêncio que eu olho na beira da estrada
E diluir-me em vento e silêncio
E nada.
Ser a poeira que o tempo levanta,
E esse riso de canto de boca
E ser efêmera como olhar algo que passa, na estrada.
Como a imagem que gruda nos olhos e passa.
Mar de gotas eu sou
Pedra da beira da rua,
Que o piche não engoliu.
Permaneço ali no canto, olhando.
Como o vento na copa das árvores
E o silêncio na beira da estrada.
26/08/07
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10 de junho de 2013
Aquele dia...
Aquela
manhã estava tão sombria,
A
cor acinzentada me entristecia naquele dia.
Olhava
para as ruas, pouca gente eu via,
Parecia
sozinha naquela manhã tão fria.
Quão fúnebre aparentava
aquele dia,
Tentava
disfarçar a tristeza em meu olhar.
Via
as pessoas sem energia em seu andar,
Sorria
com um ar de hipocrisia.
Queria
reviver sentimentos de alegria,
O labor não permitia, e
assim eu ia, eu ia, ao longo do dia.
Parei
pra pensar nas belas coisas da vida,
Logo
voltei a pensar nas mazelas daquele dia.
Tentava
me recordar dos bons vividos dias de calor,
Mas
os corações congelados de uma gente com ar mortificador,
Lembravam-me
os escombros de
uma caverna fria.
Em
minha mente a lembrança daquele dia,
Dia
de temor, aquele dia parecia o dia do terror.
Chovia
enquanto eu andava pela rua,
Tentava
apagar a minha amargura,
Mas
a chuva molhava minha face e descia pela rua.
Nada
mudava naquele dia,
E
assim eu ia, eu ia, ao longo do dia,
Nessa
mesma melodia.
Enviado por Priscila Diniz
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12 de março de 2013
Brasil
É
a vida de uma gente sofrida,
Terra
de raças mestiças,
É
o Brasil da Lerê e da Sinhá.
Terra
quente que derrama sangue de gente,
Onde
natureza é riqueza e desigualdade é pobreza.
Solo
fértil oh minha mãe! É Brasil de minas, de rios e rios,
É
Brasil de Sol e música, é país do futebol.
É
de gente sofrida, de João e de Maria,
É
país de indigente e solo de burguesia,
É
de Vargas, é ditadura! Vida dura de quem justiça procura.
Nação
de progressos e fracassos,
De
justos e injustos,
De
paraísos e desertos.
É
campo de concentração de uma gente sem respeito e compaixão,
É
o Brasil dos brasileiros, é o Brasil dos estrangeiros,
É
raça, cor e língua. É fruto de exploração, é tradição, é Brasil.
Poema enviado por Priscila Diniz , de sua autoria.
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9 de dezembro de 2011
ABISMO
ABISMO É A ERA DAS RUPTURAS HUMANAS E DAS CONEXÕES ARTIFICIAIS
NÃO GOSTA DE VOCÊ? COMPRE UMA CARA NOVA E PONHA NO RG
MILHARES DE PLÁSTICOS, HOMENS DE VENTO, CABOCLOS PERDENDO A BONACHICE HOMENS RASGAM SEU PAPEL E AS MULHERES DEIXAM-SE SER LOURAS
TANTA E TAL LIBERDADE QUE NELA NÃO CABE OU NÃO SE SABE EXERCÊ-LA
MORAL ELÁSTICA VIROU ESTILINGUE
É O ERRO COM NOME TROCADO INVADINDO O MERCADO, CRIANÇAS NÃO BRINCAM
SÃO SOLDADINHOS DE CHUMBO. O QUE ENCANTA E O QUE INDIGNA HOJE? TOMATE
OU YOGURTE? MANDIOCA COM MELADO OU WAFER?
O FUTURO ANDA SURDO CEGO SEDENTÁRIO A FESTA DO FAST FOOD O DEIXOU DE MAXILAR FLÁCIDO AOS 22
SUAS MÃOS TREMEM. QUEM É O VELHO? AS FLORES DA ESTUFA PERDEM O PERFUME MAS QUE FALTA FARÁ SE CHEIRO O CELULAR TERÁ?
GERAÇÃO DEPRESSÃO, FELICIDADE DE FARMÁCIA, TEMOS PÍLULAS PARA TUDO.
LIBIDO, PARA QUE AMAR?
TEMOS FLUXETINA PARA QUE SER FELIZ DE VERDADE?
TEMOS GARDENAL PARA QUE RIR NATURALMENTE?
SERÁ QUE O REMÉDIO DA AMIZADE TEM TARJA PRETA?
GENÉRICOS PARA A PAZ?
PERFIS, FOTOS, FÃS E AMIGOS IRREAIS , VIDAS DE SECOND LIFE AINDA HÁ O QUE BOTAR NO PAPEL?
OU SÓ ABISMOS?
Por
Susana Toledo
Jornalista
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25 de setembro de 2011
O Varal está vivo
Caros leitores desse blog!
Esse espaço foi concebido para valorizar o gênero poesia, oferecendo oportunidade para que os interessados em participar enviem suas produções, especialmente escolas de qualquer espaço geográfico. Também é um espaço de aprendizagem para meus alunos. Porém , como estou fora da sala de aula nos últimos tempos, não o tenho utilizado com estes. Nem por isso vou deixar de compartilhar o espaço, já que a qualquer momento pode ser retomado e também o que foi publicado até aqui pode servir a quem o visitar. Todos estão convidados a dinamizar o blog.
"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!"
Mário Quintana
20 de novembro de 2010
Poemas
Erick Santos Soares, natural de Salvador, Bahia, 33 anos, Ensino Médio Incompleto, solicitou a publicação desses poemas de sua autoria. Obrigada, Erick, por partilhar sua poesia no meu blog.
Clique nas imagens para vizualizar melhor os textos.
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15 de novembro de 2009
Fome de Poesia
Foto: Tadeu VilaniNa 55ª feira do Livro de Porto Alegre , os visitantes puderam degustar poemas com vários sabores.
Qual poema você gostaria de comer? Escreva nos comentários ou produza o seu vídeo ! Envie que publicaremos!
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