Revirei-me por inteiro, no fundo desejava me descobrir.
Quem era? Onde estaria o “eu” que tanto procurava?
Meu reflexo não bastava.
Queria encontrar-me comigo. Desvendar o que fora escondido.
Não quero ser só eu que me amava.
Não quero ser só o que vejo.
Sei que tenho aqui comigo, um abrigo.
Estas roupas velhas que visto não passam de cortinas
fechadas.
Onde estaria aquele véu de seda?
Ah, aquele sim me fortalece.
Nasci para isso.
Não sou feita de remendos.
Seja lá quem eu descobrir que sou.
Sou esta aqui, só não serei a mesma.
Se me viu hoje, talvez amanhã não me veja mais.
Encontrar-me? É difícil.
Poesia enviada por Rafaela Pezzopane que se descreve assim: Meu
nome é Rafaela Pezzopane, tenho 15 anos. Desde que aprendi a escrever me
considero viva, viva no sentido de poder
transpor sentimentos para o papel. Amo escrever e observar o meu redor, porque
nele é que está as coisas mais belas, apreciá-las é uma forma de me inspirar.
Escrever é uma forma de viver. Amar é sobreviver. Este é meu lema. Tenho
sonhos, para também me sentir viva, um deles é me formar em Letras, e jamais
parar de escrever. Criei meu blog para
expor alguns dos textos que escrevi, e isso já está virando paixão. Visitem!









