12 de abril de 2014

MÚSICA




Como pode
Uma junção de vozes
De sons
E de silêncios
Tornar-se algo tão esplêndido

Essa tal coisa
Chamada Música

Como pode 
essa tal coisa
Tocar vossos corações
De forma singular

Vos fazer rir
Vos fazer chorar
Amar

Vos fazer alegrar
Ou sentar
E calar

Como pode
essa tal coisa
Penetrar fundo em vossa psique
Como uma nova*
Vos abraçando

Vos fazer mudar
Pensar
Refletir

Como pode
essa tal coisa
Provocar tanto
Com tão pouco

Por que não considerá-la uma droga?
Uma bomba!
Capaz de atingir a todos
Ne velocidade do som

Singular
Particular.
Preciso ir
Já vai começar. 

 João Pedro Prado, tenho 16 anos 

29 de março de 2014

SOU




Sou fruto de gerações, da coincidência,
Do encontro, do amor, do voluntário,
Do Divino, do biológico, da consequência,
Do genético, da mistura, do hereditário.

Sou a interação de forças momentâneas,
Que no espaço-tempo produziram condições,
Resultado do ambiente, criação, do simultâneo,
Sou a combinação das diversas situações.

Na busca, nas oportunidades, trilhei caminhos,
Nas bifurcações pensei, tremi, analisei, decidi,
Em momentos apoiado, por vezes sozinho,
E das escolhas evoluí, cresci, aprendi.

Conhecimento e ignorância,
Erros e acertos,
Persistência e desistência,
Multidão e deserto,
Consciência e demência...

Físico e alma,
Fé e descrença,
Impaciência e calma,
Entendimento e desavença.

Saúde e doença,
Arrojo e medo,
Felicidade e lamento,
Relação e solidão,

Bonança e crise,
Timidez e intensidade,
Síntese e análise,
Presença e saudade,

Estiveram juntos ou separados no período,
Sinônimos e antônimos, substantivos e adjetivos,
Que me fizeram um instantâneo todo,
Corolário das opções, escolhas e objetivos.

Sou este turbilhão consciente, mente inconstante,
Sou espírito, passagem; família, porto seguro,
Sou ser inconcluso no presente instante,
Sou também projeção, projeto, o futuro!

Blog: identidadeerazao.wordpress.com  Autor: José Carlos Martins

20 de março de 2014

Ó Querida Chinesa



Ó Querida Chinesa,
Meu sonho de criança,
Minha real princesa,
A minha memória de ti não se cansa...

Ó Querida Chinesa,
Minha doce infância!
Da tua cândida presença,da tua singela beleza...
Eu não queria distância...

Ó Querida Chinesa,
Será que ainda te amo?
O teu olhar felino,primor de sorriso,tua pose altaneira,que hoje veja,
Viva alma do que te chamo...

Ó Querida Chinesa,
Queria de novo te ver sorrir...
A tua luz em mim de novo acesa,
Olho para o céu em busca de uma estrela que brilhe tanto como tu...será que pode existir?

Poema enviado por Semeano Oliveira
http://semeanoliveira.blogspot.com.br

19 de março de 2014

Sorteio de livro de poesias

Divulgando, a pedido da Leidyanne Andrade, esse sorteio do livro de poesias. 



- Leidyanne Andrade - 

Site de poesias

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Livros a Venda:

12 de março de 2014

DESTINO


Há que ir á luta,que a vida é curta...
longa é a vida,para quem ousa encontrar o seu sentido...
longa é a vida para quem vai além do conhecido...
Parece louco,mas é verdade,
temos que lutar conosco...
Contra os nossos defeitos,
aguçando nossas virtudes,
nunca parar de melhorar,
pois nunca vamos saber toda a nossa verdade...
Há que nos enfrentar de peito feito,
saber de que massa somos feitos...
é que o tempo está a contar e como ele é cruel...
ele não pára e continua a marcar a nossa pele...
Há que fazer a nossa vontade
 e que ela dure toda uma vida e dizer:
Nesta zona de desafio...
Eu brinco com o divino...
eu para a vida sorrio....
porque sou eu quem faz o meu destino!

Poema de Semeano Oliveira
Acesse o blog e leia mais poemas Escrita em Dia

11 de março de 2014

O familiar cheiro da morte


Esse seu corpo esquelético e esses dedos delgados
putrefatos pelo tempo perpetuam na mente imagens nítidas dela
Como se tivesse sido ontem tão nítidas são elas
as imagens tristes sua podre mão acalentar-me
Essa sensação de algo vindo de não sei onde como um vulto
ao abrir fortemente a janela testemunha meu soluço
Esse ardor eterno que jás em mim é o amor por ela
que era tão bela como um anjo vindo ao mundo
Esse nó em minha garganta e
esse cheiro de morte que exala neste quarto
é o resquício de existência que sinto por ela minha bela
Essa cama e este familiar cheiro
junto com o ópio e a bebida
me tiram as imagens da putrefata bela a falecida
Poema de Bella Felix 
Acesse o blog e leia mais http://blogtheblackelement.wordpress.com/

7 de março de 2014

Incubus



Despiu-se da escuridão
com o corpo reluzente 
Pálido à luz das estrelas
Como pérolas transluzentes

Mãos frias se erguiam
sobre o corpo imóvel
Artérias latejantes
pulsando sangue flamejante 

Olhos lacrimejavam 
A pele rígida 
garras arranhavam

Ó, majestoso és tu
De pele pálida
Incubus

Poema enviado por Arailson Galindo
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21 de fevereiro de 2014

MARCAS


              Muitas vezes visíveis outras não
                 Você as coloca e também as leva
Algumas doem muito
                  Em compensação outras excitam 
   Todos nós somos assim
 É a nossa identidade
                                   Cada um tem uma interpretação sobre elas 
                  A todo momento ela se modifica
                                    Porém meu amigo a mais importante é a que
 fica!

Conheci ontem o Poeta do Povo de Canoas, Rodrigo Mozart. Está aí, conforme o prometido! 

14 de fevereiro de 2014

Amor Distraído





Amor distraído


Me distraí por um segundo e ele


sumiu.


Não sei se o perdi.


Ou será que partiu?


Sempre solto por aí.


Deslizando o quadril.


Sem me dizer para onde ir.


Você viu meu amor?



Poema enviado por Carlos Chagas Cordeiro

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Cachaça, Rock & Drummond