18 de junho de 2014

Vida



A vida por vezes desenha-se como um sorriso irónico e mascarado
Escondendo os dentes para morder depois
Aguçando os olhos para saber onde atacar
Com feitio felino e indomável
A vida usa-se dos donos mas foge pelas ruas
Vida preta como o azar
Aclarando-se no horizonte
À espera de acabar

Por F. da Cruz Bombarda (pseudónimo)
Coimbra - Portugal

7 de junho de 2014

6 de junho de 2014

Chuva



Todas as chuvas

Venham

Venham e me tragam

Inspiração



Mesmo que seja

chuva de verão

Só quero que venha

Sem ter que fazer dança



Apenas venha

E me traga esperança

De uma mudança

ao olhar-te, apreciar-te

Contemplar-te



Enquanto tomo um gole de café

Leio

Ou escrevo este verso

Ou só penso em fazer tudo isso



Venha

Toque minha pele

Deixe-me sentí-la

Deixe-me deixá-la

Purificar-me



Deixe-me deixá-la

Comandar uma revolução

Dentro

de meu coração







-João Pedro B Prado

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22/02/14

1 de junho de 2014

Madrugada




"A madrugada com suas mãos pesadas, vai acertando os ponteiros do relógio. 
Como um velho pescador cansado, jogo minha rede de pegar sonhos. Mas nem o sono, fininho e arisco, se prende nela. 
Escuto as palavras gritando por seus lugares, mas o papel as recebe com rejeição... 
E indiferente à confusão, o sol, metido e cheio de razões, vai esticando seus raios, espreguiçando-se no céu escuro... até se abrir em risos ao ver fingindo que acorda aquele que nem dormiu."




Poema enviado por Antonieli Matos

piccolapoesia.blogspot.com

26 de maio de 2014

Sonhador



Sonhador
com barba e olhos de criança
Decresça dessa esperança
que deposita em teu novo amor

Poem a dor
em um calçado que não te serve
Que num sapato novo esquece
do amor que um dia calçou e te apertou

Deixa sonhador
o que sente sem reprocidade
Pro dissabor da realidade
desancorar-te da ilusão que naufragou

Vai sonhador
encontra a sua solidão
Não vê que todo o amor é em vão
é solução de cura que reinscinde sempre na dor


Poema enviado por Tiago Barros (Mino Pedroso)

Acesse mais poemas em  http://cancoespreludios.blogspot.com.br/

20 de maio de 2014

Desconstrução



Agora tudo explode 
Tudo paira mediante à frivolidade 
a vida; o cosmo; o tudo  

Vários caminhos, várias portas 
Nada é palpável  

Tudo se sujeita ao relativismo
À tua verdade, ao teu pensamento 
À tua crença 
Tua. Tua. Tua  

Tudo é teu
E só teu  

È a tua vida 
Aqui ou lá
A importância a qual levar 
Só tu pode dar  

Desconstrução 
Da cabeça e coração 
De toda a tua criação
De todo o idealismo 
De todo o mundo que não está aqui.    


 João Pedro B Prado
18.04.14 

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16 de maio de 2014




Há esperança,
Na tua lembrança,
Há saudade…

Quisera a brisa tocasse,
O teu toque suave,
Tua alegria latente,
Tua ternura,
Somente.

Há,
Há momentos na vida,
Que tua ausência se sente,
Tua ausência presente…

Há,
Há lugares no mundo,
Que nunca passamos,
E lembranças que nunca tivemos.
Quisera,
Que esses lugares,
Tua alegria guardasse,
Nossos sonhos sonhassem.

Também há,
Outros lugares,
Que sonhos sonhamos,
Que marcas deixamos,
Que marcos
Marcamos…

Há sentimento…
No filme do tempo,
Nossas imagens ficaram,
Nossos risos gravaram,
Nossos sonhos morreram…
Outros sonhos vieram,
Outros sentimentos ficaram,
Outros amores chegaram,
Frutificaram, marcaram…

Há,
Sobretudo nesta passagem,
Continuidade…

Há,
Em tudo na vida,
Um simples ponto final.

Há,
Também,
Sobretudo na vida,
O próximo verso…

 José Carlos
http://identidadeerazao.wordpress.com

13 de maio de 2014

É aqui


Onde dores viram inspiração
Onde amores viram ganham forma
Onde o caos vira ordem
Onde o nada vira tudo

E tudo se transforma
E o que resta é uma obra
Singela; estranha, ainda, pra mim
Louca, simples, espontânea, por fim

João Pedro Prado

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