3 de dezembro de 2016

Que falta você faz!

Fonte da imagem:https://apenas1.wordpress.com/2013/10/07/a-presenca-da-ausencia-2/

(Adroaldo Barbosa Jr.)


Hoje,
lembrei-me de você
logo ao acordar.
Se perguntar
nem vou saber
há quanto tempo
não te via.
Pra ser honesto
Quanto tempo
nem pensava em você...
Quanto tempo!
Acontece,
Coisas da vida.
Esquecer
faz parte,
a gente esquece!
Mas,
Hoje...
hoje eu me lembrei
de você.
Lembrei
de detalhes
que nem eu mesmo sabia.
Algo em você
me marcou de um jeito
que eu
não sei explicar direito...
seu olhar,
seu sorriso,
seu jeito de andar,
sua voz,
seu cheiro,
sua presença...
sua simples presença...


quanto tempo
nem pensava
em você?
Não sei,
sei que foi pouco
o tempo que passei
com você!
Foi pouco!
Que falta faz
lembrar de você
quando achava
que
não faria falta...


Que falta você faz!
Que falta você faz!

27 de novembro de 2016

Tempo

                                                                                               Marli D. Fiorentin

20 de novembro de 2016

Entretantos


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Redemoinho


Fonte da imagem: http://vitruvianos.blogspot.com.br/2014/10/redemoinho.html


A vida é um balanço
De sorriso e pranto
Dia negro outro brando
E que vai e que vem


A vida é uma arma
Que carrega seu carma
E carrega com calma
Se pro mau ou pro bem


A vida é pequena
É um curto poema
Absurdo dilema
Do que ser ou não ser


A vida é gigante
Se fizer o importante
E não deixar na estante
Dá pra desenvolver


A vida é à esquerda,
É à direita, É a mesa
É a cama que se deita
A vida é o espinho a folha e a flor


A vida é um caminho
Que muitas vezes se segue sozinho
A vida é um redemoinho
Seja lá do que for.

Por Vinicius das Neves

5 de novembro de 2016

CARTAS



Já estamos desgastados,
e saliva não resolverá
esperei um retrocesso,
areia na mão, escorrendo para o infinito azul

Pensei que voar era liberdade,
Voar é necessidade!
Cortei minhas asas, elas batiam para o inferno,
pra quê carma pior que este meu?

Já não me resta nada,
sou vazia como um poço fundo
mato a sede em lágrimas
de um adeus nunca dito,
mas sentido.

Tamanho é meu desgaste,
não tenho forças pra dizer: Até Logo!
A minha liberdade é não dizer.

               Por Veronisa

24 de outubro de 2016

Desejos não contados



Eu desisti de você meu bem
Porque, a você não consegui me mostrar
Por mais que tentei te fazer perceber
Você sutilmente mudava o olhar

Agora te tento tirar da memória
Vestígios que sobrou do que criei
Em noites, imaginando uma nossa historia
Por vezes sonhando acordado fiquei

Andando procuro não ver os teus olhos
Vejo-te passando, finjo que ignoro
Importo-me contigo calado, abafado
Você nem aí pra mim, de mim faz descaso.

No caminho agora vou voltar
A parte da fachada que entrei sem pensar
Pegar o restante da estrada que deixei
Seguirei até  à entrada de quem a mim, me querer bem.

Anderson Santos 

6 de outubro de 2016

Temporal

Fonte: https://br.pinterest.com/explore/amor/

O amor que pulsa em mim vem de ti 
Das tuas palavras e presença
E a calma que me traz a felicidade exata
Vem do teu espírito que me transporta
Para longe desse orbita triste
E sei quando se vai sinto o gelo
E na boca o gosto insano de somente eu

Agora vêm meses que não me entendem
Vejo-te ir e assim deve ser
E mesmo que meus olhos tentam te tragar
Para dentro de mim
Inconscientemente tu desobedeces
Pois és tu a minha fuga, o refúgio
Protejo-me de fantasmas e inimigos
Todavia, a necessária calma, só encontro em ti

Provo uma porção exagerada de estranheza da vida
Sinto viver histórias que não escrevo
Não vejo sentido em mim
Não sou homem de lágrimas que se externam
Mas longe de ti, dentro de mim

Um temporal se faz...


Por Rodrigo Lisboa

https://direcaodosventos.blogspot.com.br/

29 de setembro de 2016

Essa gente





O caminho à frente
é
cheio de carros,
cheio de gente
com
cheiro de tabaco,
cheiro de lodo,
cheiro de mundo,
coberto de limo,
coberto de tudo.

No caminho
que
tem cheiro de mato,
que
tem cheiro de gente
que
masca seu fumo,
que
masca o futuro e busca seu rumo,
que vira bagaço e tropeça nos passos
encontro essa gente
e
essa gente
me cospe na cara
coisas da vida,
coisas do mundo,
de cabo a rabo
e
do topo ao fundo,
me mostra quão altos
são todos os muros,
me estupra com uns `nãos`
sempre
tão veementes,
me ensina com os tapas
a
ser quase gente,
me chuta
pros lados,
pra cima e pra baixo,
me mostra
o futuro,
o passado e o indecente,
essa gente
com bafo
de álcool
e
sem dentes,
que
perde o rumo,
chafurda no lodo,
e,
ainda assim,
segue em frente.


(Adroaldo Barbosa Jr.)





29 de agosto de 2016

Metamorfose


A solidão aconselha,
A almofada ouve, 
A lua escuta, 
O silêncio elucida, 
A cama descansa

Tudo à noite me transforma,
Me dá domínio, poder,
Metamorfose?

E se ouço um som, um gemido, uma lágrima
Desço mais abaixo, mais profundo,
Mais dentro do Universo que sou eu

Sonho, acordo e existo.

Mais eu, ainda assim, apenas eu

Pedro Pereira
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