2 de agosto de 2016

Fragmentos de uma Aurora

Divulgando o audiobook e livro do Christian Dancini


Clique na imagem  para ler o livro

26 de julho de 2016

Por Você, Por Mim, Por Nós

Image by frankieleon

Poderia ter feito tanto
Por você
Por mim
Por nós
.
Poderia ter dito “Eu te amo”
Poderia ter escrito seu nome nos livros, folhas e cadernos
Poderia ter lhe enviado flores e dado presentes
Poderia ter escrito músicas, textos e poemas
Apenas para lembrar que você estava sempre por perto
Mas não o fiz
.
Poderia ter lhe telefonado durante as noites em claro
Poderia ter me preocupado um pouco mais
Poderia ter lhe contado o quanto sentia sua falta
Poderia ter lhe escrito cartas de amor
Poderia ter lhe convidado para ver o céu ao meu lado
Para me acompanhar e sentir a leve brisa da manhã
E não me importei em fazê-lo
.
Poderia ter lhe mostrado o meu carinho
Poderia ter observado e apreciado cada detalhe
Mesmo que não fizesse ideia do que estivesse sentindo
Poderia ter lhe visto dormir
Poderia ter lhe feito sorrir
Deveria ter lhe feito perceber o quão importante era caminhar ao seu lado
.

.
Poderia ter lhe dado as mãos
Poderia ter lhe deixado adormecer sobre o meu colo todas as noites
Poderia ter lhe dado muito mais atenção
Poderia ter dividido muito mais
Poderia ter me dedicado mais um pouco
.
Poderia ter aproveitado o tempo que deixei de vê-la
Por compromissos fúteis, por falta de vontade
Poderia ter me importado com o mundo que a envolvia
Poderia ter lhe levado a lugares que eram importantes para você
Poderia ter tido a curiosidade para encontrar a simplicidade que a fazia feliz
Para observá-la enquanto se arrumava em frente ao espelho
Para admirá-la enquanto sorria, chorava ou fingia
Ficou claro que poderia ter lhe apoiado nas situações difíceis
Mas não consegui perceber o que era realmente importante naquele momento
.
Poderia ter feito dos seus planos também os meus
Poderia ter tido coragem para dizer-lhe a verdade
Poderia ter lhe recordado que ninguém poderia substituí-la
Não importasse a beleza, carisma ou vontade que tivesse
Poderia ter me esforçado
.
Poderia ter lutado ao seu lado
Poderia ter lhe deixado sentir minhas verdadeiras emoções
Poderia ter lhe mostrado que, com você, o brilho do céu era diferente
O calor do sol mais vivo
E que o mundo, finalmente, se mostrava um lugar melhor
.
Poderia ter feito tanto
Por você
Por mim
Por nós
.
As lágrimas caíram por muito tempo
E você, um dia, se foi

Thiago Gacciona
https://marcalivro.com

18 de julho de 2016

Ajude a espalhar mais poesia


Amigos poetas, amantes da poesia que por aqui passam deixando perfume através das palavras, se puderem contribuam com algum valor para ajudar meu amigo Alexandre Misturini  com o projeto de seu livro. Eu já fiz a minha boa ação.  Muito obrigada! Para contribuir clique aqui. 

17 de julho de 2016

Como quem gostaria


E vai assim, como quem gostaria de amar
E se um dia foi tão ruim, apenas se lembrar
E dizer que poderia ter sido pior, não se afastar
Mas gosto de dizer: Como eu gostaria de amar!
Não rezo a noite para não ter que surtar
E se um dia eu acordar, sozinho sem me lembrar?
E se tenho essas dores, de não se arrumar
Mas quero um amor, um amor para amar
Mas odeio a dor, de não ter ninguém a quem me entregar
Mas eu quero saber, como dizer, amor e amar, até o fim vou ter
E terei quem sabe, anos para recordar
E ainda poderei dizer que isso vai voltar
O coração que bate forte, forte para se lembrar
De como eu gosto de dizer: Como eu gostaria de amar!

                                        Por Igor Reis


14 de julho de 2016

Poema Noturno


Estava só
Antes de vir pra cá
Não sabia se ria ou se chorava
Caminhava ou se parava
Se partia ou se ficava

Estava só
Mas depois vim pra cá
Estamos a sós
Pra rir ou pra chorar
Ignorar ou se olhar
Partir, mas antes ficar

Estávamos a sós
Pra depois nos separar
Nem rir, nem chorar
Apenas continuar

9 de julho de 2016

PARA ESCREVER UM POEMA


(Viviane Barroso)

Para escrever um poema
É preciso beijar as pálpebras do imprevisto.
Tocar as mãos do inverso.
Sacudir os galhos da árvore
Que guarda os mistérios do mundo
E dela não ver cair nenhum fruto.
Para escrever um poema
É preciso estar mudo.
Mesmo querendo quebrar
As vidraças do céu da boca.
Mesmo querendo romper
As camadas ocas da terra
Com um rio de salivas histéricas.
Para escrever um poema
É preciso estar torto.
É preciso estar morto:
Corpo de homem
Em alma de boto.
Estar pedra.
Estar pouco.
Voltar ao ventre do Tempo
Para num dia esquecido
Ser pássaro saído do ovo.
Para escrever um poema
É preciso beber um poeta:
Sempre líquido.
Sempre invisível
Sempre precipício.

23 de junho de 2016

A juventude



 

A juventude é esquisita,
Um tanto quanto interessante.
Uma mistura pop rock de adulto
Com soda pop de criança.

A juventude é Coca-Cola,
Marlboro, whisky e energético,
O eterno monólogo da vida,
CPF, RG, IPTU e Netflix.

A juventude é John Lennon,
Che, Hendrix e Fidel,
História contemporânea,
História antiga e medieval.

A juventude é calça jeans rasgada,
Picolé, pirulito, cara pintada,
Chicle, café e batata-frita,
Ponto G, minissaia e camisinha.

A juventude é Dalai-Lama,
Tecno, rave e rasta,
Drogas, drops e guitarra,
Punk, samba e tomara-que-caia.

A juventude é a contramão da contramão,
É uma sexta-feira à meia-noite,
Mostarda, Ketchup e maionese,
X-salada, misto-quente e X-men.

A juventude é o dia D,
Vietnã, Hiroshima e Nagazaki,
Testosterona, Woodstock e Waterloo,
Afeganistão, TPM e MTV.

A juventude é uma panela de pressão,
Isis, Síria, sukiyaki,
Anonymous, Al Qaeda, arroz e feijão,
Gênesis, Apocalipse e bala de menta.

A juventude é esquisita,
Um tanto quanto interessante.
Uma mistura pop rock de adulto
Com soda pop de criança.

Adroaldo Barbosa Jr.


26 de maio de 2016

O espelho




Talvez nada produzisse sentido,
Se o que existe, não existisse também invertido,
Se em tudo raiasse o belo,
Seria assim que o iriamos entendê-lo.


Talvez todas as coisas tenham de ter um oposto,
E isso, assim como tudo, aconteça de forma alheia ao nosso gosto,
Para que algo possamos avaliar,
Tem que existir algo, com que o possamos comparar.



Lisboa, 28 de Julho de 2015.

José Baptista

Sociedade das Nações



O mundo é por vezes uma casa de loucos,
Onde vem um louco e diz que é diferente,
Mas como é louco, também não sabe que mente.


Assim se tem escrito uma parte da História da Humanidade,
Com discursos eloquentes de loucos assassinos,
Sobre a sua estranha sanidade.


Se neste manicómio político somos todos iguais,
Por que é que alguns são os líderes?
Ah! Porque o povo acredita em seres humanos providenciais.


Continuamos a entregar o Poder a reis, imperadores, presidentes,
Ditadores, profetas, homens santos, pregadores e falsos crentes,
Que decretam guerras, travam batalhas e assinam armistícios,
Constroem campos de morte e prendem os opositores nos hospícios.


Continuamos a matar em nome de sistemas políticos e religiões,
E a nova Roma, mais uma vez, manda marchar as suas legiões,
Para salvar-se o mundo das garras do terrorismo,
Esquecem-se as muitas vítimas de um cruel capitalismo.


A Sociedade das Nações é ainda uma casa desabitada,
É ainda uma promessa adiada,
E a Guerra é uma epidemia viral,
Que impede o caminho do Homem para a Paz universal.



Lisboa, 17 de Julho de 2015.
José Baptista

22 de maio de 2016

Máscara Social





Pelas retas linhas
faz o velho caminho torto
aquele que está bêbado de si

Mas por suas entranhas
grita o desgosto
do encontro do homem com si

Pois como, ó loucura, demonstras
a verdadeira face do homem morto,
quero me encontrar a ti 

Já que rápido definhas
se apresenta logo a este desgosto
antes que pelas muitas curvas ele se perca de ti

Mitgipkvsky Saktikós