4 de maio de 2018

Pra lavar a alma

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Fonte:http://www.escritasnachuva.com/2015/05/esta-chovendo-la-fora.html

O barulho da chuva lá fora é calmaria pras coisas aqui de dentro.
Ouço com apreço a melodia que faz harmonia com os sentimentos.
Gotas de orvalho ajustam-se na flor, que serena, desabrocha em forma de amor.
É chuva de alegria por conta da vida que contagia.
Dias assim, cinzentos e cheios de luz.
Dias que retratam o quanto a existência seduz.
As sutilezas enchem a vida de encantos e estão em cada canto.
Essa sincronia bonita da natureza.
Água corrente, água gelada, pra levar, pra lavar,
entre as nuvens, entre as camadas,
o que for necessário limpar.
Envolta no campo das dúvidas e das vontades,
ando atravessando tanta coisa,
essas loucuras que só vemos dentro,
com os olhos da alma.
E assim, deixo-me atravessar,
por essas certezas que são coisas nenhuma,
de coração aberto e alma lavada.

Adriana Paoli

26 de abril de 2018

Relógio do Tempo

Fonte:http://caputconsultoria.com.br/
artigos139-o-tempo-nosso-de-cada-dia/ 


São tantas feridas,
mexidas e esquecidas na lida.
São tantas respostas, não postas, impostas,
nas portas da vida.
São tantas palavras caladas,
deixadas de lado,
por nada.
Sem entrar no mérito,
se certo ou errado,
falar ou calar.
Sem fingir de cego ou mudo
sem olhos e ouvidos.
Sem morrer de tédio e tristeza,
enquanto o último grão de areia
desce pela ampulheta.

Evani Rocha

25 de abril de 2018

A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS

   
Fonte https://resumodelivro.wordpress.com/2016/09/23/a-volta-ao-mundo-em-80-dias/


Obra de Júlio Verne

Roteiro em versos: Roberto Dias Alvares


Na Casa onde Sheridan morreu,
 era de Phileas Fogg a morada.
Em Londres quem o conheceu,
 dele sabia-se quase nada.


Pertencia ao Clube Reformador,
este homem enigmático.
Honrado na Inglaterra como orador.
Agia de modo pragmático.


Era um homem irrepreensível,
bigodes e suíças possuía.
 Mantinha-se sempre impassível.
 Admirado por quem o via.


Phileas Fogg era inglês,
não era londrino com certeza.
 De onde veio por sua vez,
não sabia e nem se era da nobreza.


Era rico incontestavelmente.
Possuía crédito na casa bancária.
Fazia contribuições anonimamente.
 Discreto era uma figura extraordinária.

Pouco comunicativo e silencioso.
Fazia movimentos matemáticos.
 Era um homem misterioso,
 personagem dos mais enigmáticos.

Devia ser homem muito viajado,
 conhecia a Terra em pormenores.
Lugar, por mais que fosse afastado,
 demonstrava conhecimento dos melhores.

Sempre bem informado,
corrigia boatos de viajantes perdidos.
Seu conhecimento era invejado.
No uiste raramente era vencido.

Jogava apenas por jogar.
Dos ganhos fazia doação.
Em sua casa não se via ninguém entrar.
Vivendo só, era sua condição.

Em casa permanecia,
para a toalete e dormir.
 Clube Reformador ficava o resto do dia,
Somente a meia noite iria de lá sair.

Exigia em tudo exatidão.
 Por falta demitiu seu criado.
Aguardava outro que na ocasião,
 por Phileas Fogg seria entrevistado.

A campainha tocou,
Jean Passepartout havia chegado.
 Phileas Fogg o entrevistou.
 O candidato acabou sendo contratado.

Leia na íntegra  essa admirável criação poética de autoria de Roberto Dias Alvares adaptada  do clássico do  consagrado escritor francês Júlio Verne. Clique no link  A Volta  ao Mundo em 80 Dias,

20 de abril de 2018

O inferno de Têmis

Fonte http://www.semeandovida.org/2017/07/justica-injusta.html


Perdida em meio a sua cegueira,
Retarda a uma velha incerteza,
Justiça velha e falha,
Tais farsas não mais serão toleradas,

A dor e a desilusão no coração de seu povo estremece,
A luz turva meio à escuridão quase não mais aparece.
Pois teus subordinados não mais auxiliam a mãe cega,

Acaso este que não se engana,
Não perde tempo e se adianta,
Captura sua balança consciência,
E retira de sua espada a eficiência,

Mas para sua boaventura,
Para estes teus buracos há uma costura,
Uma singela abordagem,
Que ressoa como um grito de coragem,
Há o renascer de um amanhã,

O clamor do povo, uma voz que não se acanha,
Que um dia há de corrigir todo esse mal,
Um dia que será memorável, como sem igual.


Arthur Martinez

18 de abril de 2018

Poemas

                                  
fonte: https://formacao.cancaonova.com/relacionamento/namoro/
como-a-nossa-historia-pessoal-influencia-nossa-historia-de-amor/

                       SE FOSSE FÁCIL

Se fosse fácil eu desistia de ligar, de falar com ela, de ouvir
sua voz, desistia de querer. Se fosse fácil eu apagava seu
sorriso, seu olhar, prometia não continuar. É tão difícil, ficar
um dia sem pensar, uma noite sem imaginar. É tão difícil,
amar sem ela ao menos saber, sentir saudades de alguém
que nem sabe quem sou.

Ela não é minha e talvez nunca seja, nunca olhou nem notou,
mas eu insisto, idiota que sou. Ela não tem culpa, culpado
sou eu, sonhar com um amor que não é meu, permitir nascer
em mim uma ilusão, maltratar e machucar meu próprio
coração.

Me pergunto porque, se existe uma razão, se isso vai passar,
se vou esquecer e minha vida vai continuar. Preciso calar
esse meu sentimento, sufocar aos poucos ou vou me
decepcionar. Preciso entender que seu amor não sou eu, que
não existo em sua vida, seus sonhos são diferentes dos meus.

Um dia ela vai saber, vou falar, quem sabe me declarar,
mandar flores, não pra conquistar, um gesto de carinho pra
que possa lembrar. Pode parecer loucura querer alguém
tanto assim, um amor proibido que não foi feito pra mim.

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                                     TE AMAR

Sob o brilho da lua, na varanda, madrugada fria, quero te amar,
sentir seu calor a me confortar, matar o desejo, de olhos fechados
viajar, no sabor do teu beijo, me entregar, de corpo e alma te amar,
te amar, fazer-te minha, naquela noite e por todas as noites, minha,
ser seu, naquela noite e por todas as noites, seu, ver meu coração
sossegar somente quando teu corpo encontrar o meu...

E se a lua não brilhar, mesmo assim te amar, te amar, deixar tua
presença preencher todo o lugar, teu cheiro gostoso, abraço
carinhoso, me afagar, depois deitado ao teu lado, te olhar, admirar,
tocar teu corpo pra acreditar, crer que tudo que sonhei vejo, ali
diante de mim, que as noites sozinho que passei não vão se repetir,
quando acordar, te amar...

Te amar, te amar, como louco, todos os dias e cada dia mais um
pouco, passar o dia inteiro a te enxergar, fechar os olhos e ver, que
delicia te amar, seu perfume difícil de esquecer, sua voz gostosa, seu
beijo, novamente vou dizer, seu beijo capaz de me enlouquecer, me
deixa sem chão, leva-me à outra dimensão...

TE AMAR A VIDA INTEIRA, TE AMAR!

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                                                    BRISA

O vento a soprar, brisa suave que chega pra acalmar, talvez nem
sempre na mesma hora e mesmo lugar, mas chega, sei que vai
chegar, brisa suave, que vem, mas vai voltar, leva-me contigo, aqui
não quero ficar, leva-me pra teu abrigo, brisa suave, que vem, mas
vai voltar, leva-me contigo, dou-te meu coração, as chaves em tuas
mãos, leva-me, dedico-te a vida, entrego-te se preciso for, mas leva-
me e deixa-me provar o meu amor...

Entardecer, o crepúsculo anunciando, a noite vai se aproximando,
brisa suave que chega pra acalmar, brisa suave, gostosa de sentir,
como o perfume de uma flor, uma flor num jardim de amor, linda
flor, brisa suave, que me conquistou, todos os dias irei repetir, me
fascinou, levo-te comigo, não posso te deixar, levo-te comigo, meu
coração é teu abrigo, brisa suave, vem, vamos livres voar, nosso
mundo conquistar...

Amanhecer, brisa suave que me fez adormecer, como é bom, nem sei
descrever, brisa suave, eu te amo e sem você não sei viver, eu te amo
e sem você sou capaz de enlouquecer, brisa suave, tanto tenho pra
dizer mas não sei falar, não encontro palavras pra expressar, brisa
suave, sei que a noite vai chegar, a escuridão pode te assustar, não se
afasta, deixa-me a vida inteira te amar, se partires não vou viver nem
tampouco sobreviver, posso morrer...

Pseudônimo - Pensando em Você

17 de abril de 2018

CANÇÃO DE PAI

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Fonte: https://manualdohomemmoderno.com.br/comportamento/10-coisas-que-aprendi-com-meu-pai
Como todo atento pai,
Diante desse bay bay,
Quero saber aonde vai
Você, meu lindo brilho
Dono da rota do trilho
Que faz do meu coração
Uma bendita ferrovia.

E, por isso, todo dia
Canto com alegria:
Meu filho! Vejo, em ti
O sorriso de tua mãe
E o olhar de teu bisavô.

Meu filho! Vejo, em ti,
O de bom do que tenho
E meu futuro engenho.

Meu filho! Vejo, em ti,
O muito, o alto, o tudo...
Vejo, enfim, meu mundo.

Como todo atento pai,
Quando você inda cai,
Sou o primeiro a te socorrer,
Pois não te quero ver morrer.

Nunca me deixe só,
Senão farei um nó
Em volta do meu pescoço,
Lançando-me no poço
Da dor de um pai que perdeu
Um brilho, um trilho, um filho...
Um pai que perdeu parte de si!


Angelly Bernardo  do Tocantins


Diálogos Invisíveis

Clique na imagem para acessar o livro


Menina de nanquim
Eu te desenhei
Como quem tenta
Com manchas de tinta
Num papel em branco
Reconstruir aquilo que se perdeu

Diálogos invisíveis
Ainda vagam soltos no ar
Perdidos por aí
A procura dos seus ouvidos
Para te dizer tudo aquilo
Que minha boca não disse
E meus olhos não souberam lhe contar

Perdidas no vento
As minhas palavras um dia
Ão de te achar
E trazer você de volta
Aqui para perto
Onde nossos olhos
Possam novamente conversar

É tão difícil viver
Fora das pautas de uma folha de papel
Quando a maldade se tornou a regra
E não a exceção

São mais de 2000 mil anos
De falsos pecados sobre nós
Continuo tão fora de moda,
Indo contra toda a praticidade,
Contra todos aqueles que só enxergam o fim

Diálogos invisíveis
Perdidos por aí
Dão vida a conversas que nunca tivemos

Diálogos invisíveis
Traz o som dos seus sorrisos
Que nunca ouvi

Diálogos invisíveis
Precisam só de silêncio para se ouvir

Douglas Ribeiro 

Webdesigner / Designer Gráfico, atua também como cineasta amador e escreve sobre cinema e cultura no site http://www.uvarau.com.br. 
Desde 2015 vem escrevendo poesias, no começo desse ano fez uma compilação dessas textos em um livro: “Diálogos Invísiveis”.