21 de dezembro de 2018

Poema

Lá fora Hoje as montanhas gritaram:
Cantaram cantigas de amor. 
Choraram as nuvens Por elas, 
E a flor desabrochou.
Hoje as montanhas gritaram
Aqui no meu quintal. 
Aqui, a beleza da natureza 
É simplesmente surreal.   




Mais poemas no livro já disponível no Agbook : https://www.agbook.com.br/book/270731--Minha_vida_e_meu_poema

Sinopse: Esta obra retrata a vida da autora através de poesias, com sensações, emoções e pensamentos. Uma viagem na mente de mais uma jovem brasileira que lutou para aprender a conviver na sociedade do século XXI, Traz emoções, arrependimentos,fé, família, paixões antigas, um verdadeiro amor e etc. Embarque nessa história, talvez se identifique também!

APARENTE DISTÂNCIA

Imagem relacionada
Fonte: https://www.google.com.br

Contemplando-te cautelosamente,
Adoro-te em segredo,
Para que só tu, se com sorte
Ouça o tinir que revelam os meus gestos
Enquanto o seu corpo está presente.
Sua alma é bela tal como é e deve ser
E adorá-la é estar envolto por braços de gelo
Que aquecem e criam um ardor familiar;
É sentir-se abandonado no seio das palavras
Enquanto elas deitam-me e conduzem-me ao sono.
É estar invólucro em um misto de doçura e hesitação,
Que movimentam-se tão violentamente nas minhas profundezas...
Ah! Que me são estes versos, afinal?
Amenas reticências,
Que deságuam um sentir um tanto alegre, um tanto triste –
Mas afirmo-te, ó bela: adorá-la é viver.

Tim Mushumba

10 de setembro de 2018

Burburinho Literário


Olha aí pessoal de Sampa!

Divulgando esse evento muito bacana. No dia 22.09 das 10h-19hs, acontece o  Burburinho Literário do  Goethe Institut São Paulo. R. Lisboa, 974 
Você que ama literatura, não pode perder!





14 de agosto de 2018

A NOVA DO DIA

              
Fonte:http://blog.maxieduca.com.br
       
Brasil
       quinto
        (não dos infernos)
                      do mundo
                                 no rol do feminicídio

Brasil
    homicídio
         feminicído
              infanticídio
                        genocídio
                                 inseticídio
                                          arvorecídio
                                                   bichocídio
                                                            peixecídio
                                                                      aquicídio
                                                                                terracídio

eucídio
    vocecídio
         agentecídio

neste Brasilicídio
sabe Deus
o que o diabo
ainda cidioaprontará...


Luiz Sampaio, por Luiz Sampaio
https://files.workr.com.br/ViewImage.aspx?image=cFwkVBRvjPXAxIn/AObcfA==

Sou as palavras que sou.
São de mim o que restará, além das memórias dos meus gestos a se dissiparem rápida ou lentamente em direção ao sempre.
Cresci entre leitores e livros. Aos nove anos ganhei um diário encadernado em azul, com a palavra “Pensamentos”. Ali copiei poemas e me dediquei a grafar os sentimentos que me afligiam. Nunca mais parei.
Estudei literatura, sonhando-me poeta.
A sobrevivência arremessou-me à deriva, a mares mais que distantes: ao espaço. Trabalhei uma vida implantando planetários e observatórios astronômicos públicos.  Hoje me dedico especialmente aos planetários e à criação de centros de ciências para a educação não formal.
Sou perseverante. Cruzei desertos e anos escrevendo apesar do silêncio.
Do francês, traduzi “Esperando Godot” de Samuel Beckett. Do russo, poemas de Púshkin e Liérmontov, além de “Os Banhos – Drama em Seis Atos com Circo e Fogos de Artifício”, de Maiakóvski.
Sigo vivo e ativo na sonora companhia das minhas palavras.
Minha canoa do amor não se espatifou no cotidiano.

Enviado por WR Estratégica

8 de agosto de 2018

CAMINHOS

Fonte: http://4.bp.blogspot.com

Os olhos do meu filho me suplicam
(grandes silêncios arregalados)
alguma luz de apontar
(claro paterno brilho)
algum bom futuro por onde seguir

Pobres bons olhos do meu claro filho!
o mais que eu posso é arregalar ao futuro
meus pobres olhos paternos (de filho)
buscando (meu pai seguia no escuro)
os brilhos dos bens que eu não vi.

                                               noite
                                                               já vão fechar
                                                               amanhã vou trabalhar bastante!
                                                               estou triste
                                                               ponto final.


Luiz Sampaio, por Luiz Sampaio

Sou as palavras que sou.
São de mim o que restará, além das memórias dos meus gestos a se dissiparem rápida ou lentamente em direção ao sempre.
Cresci entre leitores e livros. Aos nove anos ganhei um diário encadernado em azul, com a palavra “Pensamentos”. Ali copiei poemas e me dediquei a grafar os sentimentos que me afligiam. Nunca mais parei.
Estudei literatura, sonhando-me poeta.
A sobrevivência arremessou-me à deriva, a mares mais que distantes: ao espaço. Trabalhei uma vida implantando planetários e observatórios astronômicos públicos.  Hoje me dedico especialmente aos planetários e à criação de centros de ciências para a educação não formal.
Sou perseverante. Cruzei desertos e anos escrevendo apesar do silêncio.
Do francês, traduzi “Esperando Godot” de Samuel Beckett. Do russo, poemas de Púshkin e Liérmontov, além de “Os Banhos – Drama em Seis Atos com Circo e Fogos de Artifício”, de Maiakóvski.
Sigo vivo e ativo na sonora companhia das minhas palavras.
Minha canoa do amor não se espatifou no cotidiano.

Enviado por WR Estratégica

4 de maio de 2018

Pra lavar a alma

Resultado de imagem para chuva lá fora
Fonte:http://www.escritasnachuva.com/2015/05/esta-chovendo-la-fora.html

O barulho da chuva lá fora é calmaria pras coisas aqui de dentro.
Ouço com apreço a melodia que faz harmonia com os sentimentos.
Gotas de orvalho ajustam-se na flor, que serena, desabrocha em forma de amor.
É chuva de alegria por conta da vida que contagia.
Dias assim, cinzentos e cheios de luz.
Dias que retratam o quanto a existência seduz.
As sutilezas enchem a vida de encantos e estão em cada canto.
Essa sincronia bonita da natureza.
Água corrente, água gelada, pra levar, pra lavar,
entre as nuvens, entre as camadas,
o que for necessário limpar.
Envolta no campo das dúvidas e das vontades,
ando atravessando tanta coisa,
essas loucuras que só vemos dentro,
com os olhos da alma.
E assim, deixo-me atravessar,
por essas certezas que são coisas nenhuma,
de coração aberto e alma lavada.

Adriana Paoli

26 de abril de 2018

Relógio do Tempo

Fonte:http://caputconsultoria.com.br/
artigos139-o-tempo-nosso-de-cada-dia/ 


São tantas feridas,
mexidas e esquecidas na lida.
São tantas respostas, não postas, impostas,
nas portas da vida.
São tantas palavras caladas,
deixadas de lado,
por nada.
Sem entrar no mérito,
se certo ou errado,
falar ou calar.
Sem fingir de cego ou mudo
sem olhos e ouvidos.
Sem morrer de tédio e tristeza,
enquanto o último grão de areia
desce pela ampulheta.

Evani Rocha