10 de setembro de 2018

Burburinho Literário


Olha aí pessoal de Sampa!

Divulgando esse evento muito bacana. No dia 22.09 das 10h-19hs, acontece o  Burburinho Literário do  Goethe Institut São Paulo. R. Lisboa, 974 
Você que ama literatura, não pode perder!





14 de agosto de 2018

A NOVA DO DIA

              
Fonte:http://blog.maxieduca.com.br
       
Brasil
       quinto
        (não dos infernos)
                      do mundo
                                 no rol do feminicídio

Brasil
    homicídio
         feminicído
              infanticídio
                        genocídio
                                 inseticídio
                                          arvorecídio
                                                   bichocídio
                                                            peixecídio
                                                                      aquicídio
                                                                                terracídio

eucídio
    vocecídio
         agentecídio

neste Brasilicídio
sabe Deus
o que o diabo
ainda cidioaprontará...


Luiz Sampaio, por Luiz Sampaio
https://files.workr.com.br/ViewImage.aspx?image=cFwkVBRvjPXAxIn/AObcfA==

Sou as palavras que sou.
São de mim o que restará, além das memórias dos meus gestos a se dissiparem rápida ou lentamente em direção ao sempre.
Cresci entre leitores e livros. Aos nove anos ganhei um diário encadernado em azul, com a palavra “Pensamentos”. Ali copiei poemas e me dediquei a grafar os sentimentos que me afligiam. Nunca mais parei.
Estudei literatura, sonhando-me poeta.
A sobrevivência arremessou-me à deriva, a mares mais que distantes: ao espaço. Trabalhei uma vida implantando planetários e observatórios astronômicos públicos.  Hoje me dedico especialmente aos planetários e à criação de centros de ciências para a educação não formal.
Sou perseverante. Cruzei desertos e anos escrevendo apesar do silêncio.
Do francês, traduzi “Esperando Godot” de Samuel Beckett. Do russo, poemas de Púshkin e Liérmontov, além de “Os Banhos – Drama em Seis Atos com Circo e Fogos de Artifício”, de Maiakóvski.
Sigo vivo e ativo na sonora companhia das minhas palavras.
Minha canoa do amor não se espatifou no cotidiano.

Enviado por WR Estratégica

8 de agosto de 2018

CAMINHOS

Fonte: http://4.bp.blogspot.com

Os olhos do meu filho me suplicam
(grandes silêncios arregalados)
alguma luz de apontar
(claro paterno brilho)
algum bom futuro por onde seguir

Pobres bons olhos do meu claro filho!
o mais que eu posso é arregalar ao futuro
meus pobres olhos paternos (de filho)
buscando (meu pai seguia no escuro)
os brilhos dos bens que eu não vi.

                                               noite
                                                               já vão fechar
                                                               amanhã vou trabalhar bastante!
                                                               estou triste
                                                               ponto final.


Luiz Sampaio, por Luiz Sampaio

Sou as palavras que sou.
São de mim o que restará, além das memórias dos meus gestos a se dissiparem rápida ou lentamente em direção ao sempre.
Cresci entre leitores e livros. Aos nove anos ganhei um diário encadernado em azul, com a palavra “Pensamentos”. Ali copiei poemas e me dediquei a grafar os sentimentos que me afligiam. Nunca mais parei.
Estudei literatura, sonhando-me poeta.
A sobrevivência arremessou-me à deriva, a mares mais que distantes: ao espaço. Trabalhei uma vida implantando planetários e observatórios astronômicos públicos.  Hoje me dedico especialmente aos planetários e à criação de centros de ciências para a educação não formal.
Sou perseverante. Cruzei desertos e anos escrevendo apesar do silêncio.
Do francês, traduzi “Esperando Godot” de Samuel Beckett. Do russo, poemas de Púshkin e Liérmontov, além de “Os Banhos – Drama em Seis Atos com Circo e Fogos de Artifício”, de Maiakóvski.
Sigo vivo e ativo na sonora companhia das minhas palavras.
Minha canoa do amor não se espatifou no cotidiano.

Enviado por WR Estratégica

4 de maio de 2018

Pra lavar a alma

Resultado de imagem para chuva lá fora
Fonte:http://www.escritasnachuva.com/2015/05/esta-chovendo-la-fora.html

O barulho da chuva lá fora é calmaria pras coisas aqui de dentro.
Ouço com apreço a melodia que faz harmonia com os sentimentos.
Gotas de orvalho ajustam-se na flor, que serena, desabrocha em forma de amor.
É chuva de alegria por conta da vida que contagia.
Dias assim, cinzentos e cheios de luz.
Dias que retratam o quanto a existência seduz.
As sutilezas enchem a vida de encantos e estão em cada canto.
Essa sincronia bonita da natureza.
Água corrente, água gelada, pra levar, pra lavar,
entre as nuvens, entre as camadas,
o que for necessário limpar.
Envolta no campo das dúvidas e das vontades,
ando atravessando tanta coisa,
essas loucuras que só vemos dentro,
com os olhos da alma.
E assim, deixo-me atravessar,
por essas certezas que são coisas nenhuma,
de coração aberto e alma lavada.

Adriana Paoli

26 de abril de 2018

Relógio do Tempo

Fonte:http://caputconsultoria.com.br/
artigos139-o-tempo-nosso-de-cada-dia/ 


São tantas feridas,
mexidas e esquecidas na lida.
São tantas respostas, não postas, impostas,
nas portas da vida.
São tantas palavras caladas,
deixadas de lado,
por nada.
Sem entrar no mérito,
se certo ou errado,
falar ou calar.
Sem fingir de cego ou mudo
sem olhos e ouvidos.
Sem morrer de tédio e tristeza,
enquanto o último grão de areia
desce pela ampulheta.

Evani Rocha

25 de abril de 2018

A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS

   
Fonte https://resumodelivro.wordpress.com/2016/09/23/a-volta-ao-mundo-em-80-dias/


Obra de Júlio Verne

Roteiro em versos: Roberto Dias Alvares


Na Casa onde Sheridan morreu,
 era de Phileas Fogg a morada.
Em Londres quem o conheceu,
 dele sabia-se quase nada.


Pertencia ao Clube Reformador,
este homem enigmático.
Honrado na Inglaterra como orador.
Agia de modo pragmático.


Era um homem irrepreensível,
bigodes e suíças possuía.
 Mantinha-se sempre impassível.
 Admirado por quem o via.


Phileas Fogg era inglês,
não era londrino com certeza.
 De onde veio por sua vez,
não sabia e nem se era da nobreza.


Era rico incontestavelmente.
Possuía crédito na casa bancária.
Fazia contribuições anonimamente.
 Discreto era uma figura extraordinária.

Pouco comunicativo e silencioso.
Fazia movimentos matemáticos.
 Era um homem misterioso,
 personagem dos mais enigmáticos.

Devia ser homem muito viajado,
 conhecia a Terra em pormenores.
Lugar, por mais que fosse afastado,
 demonstrava conhecimento dos melhores.

Sempre bem informado,
corrigia boatos de viajantes perdidos.
Seu conhecimento era invejado.
No uiste raramente era vencido.

Jogava apenas por jogar.
Dos ganhos fazia doação.
Em sua casa não se via ninguém entrar.
Vivendo só, era sua condição.

Em casa permanecia,
para a toalete e dormir.
 Clube Reformador ficava o resto do dia,
Somente a meia noite iria de lá sair.

Exigia em tudo exatidão.
 Por falta demitiu seu criado.
Aguardava outro que na ocasião,
 por Phileas Fogg seria entrevistado.

A campainha tocou,
Jean Passepartout havia chegado.
 Phileas Fogg o entrevistou.
 O candidato acabou sendo contratado.

Leia na íntegra  essa admirável criação poética de autoria de Roberto Dias Alvares adaptada  do clássico do  consagrado escritor francês Júlio Verne. Clique no link  A Volta  ao Mundo em 80 Dias,

20 de abril de 2018

O inferno de Têmis

Fonte http://www.semeandovida.org/2017/07/justica-injusta.html


Perdida em meio a sua cegueira,
Retarda a uma velha incerteza,
Justiça velha e falha,
Tais farsas não mais serão toleradas,

A dor e a desilusão no coração de seu povo estremece,
A luz turva meio à escuridão quase não mais aparece.
Pois teus subordinados não mais auxiliam a mãe cega,

Acaso este que não se engana,
Não perde tempo e se adianta,
Captura sua balança consciência,
E retira de sua espada a eficiência,

Mas para sua boaventura,
Para estes teus buracos há uma costura,
Uma singela abordagem,
Que ressoa como um grito de coragem,
Há o renascer de um amanhã,

O clamor do povo, uma voz que não se acanha,
Que um dia há de corrigir todo esse mal,
Um dia que será memorável, como sem igual.


Arthur Martinez