4 de abril de 2015

Nos mates da solidão

É triste matear sozinho,
No silêncio das saudades,
Remoendo as vontades,
Deixadas pelo caminho.

Na hora do chimarrão,
O Rio Grande se conserva,
Na alma dessa erva,
Com jujos no coração.

As cismas de mateador,
Lembradas no verde gosto,
Retratam mais um agosto,
Desse gaúcho sonhador.

Que aprendeu a ser alguém,
Com xucros peões de estância,
Mateando na sua infância,
Nos pagos do Itaroquen.

                     Pelanka Culau
http://tropeando.blogspot.com.br/

3 comentários:

Versos diversos disse...

FLUIDOS DE PÓ.

Carlos Silva
Deixei um verso entalado na garganta da solidão, bebi meu medo, esfreguei meu ego nas paredes sombrias do desconhecido mundo que algemava-me tentando prender meus sonhos.
Mergulhei em lágrimas secas, dividi o pão que nunca comi, com os cachorros que me alimentavam a alma, com o resto daquilo que eles traziam do além mar, do além eu, do além do além só do além tudo e do além nada..
Depurei minh'alma em tantas vozes e gemidos roucos, despolitizei o cerne de quem tentava ocultar-me o saber da verdadeira e tão cruel verdade, que amassara sonhos, que apertara dedos, que extraíra sangue de ignorância farta.
Os olhos de quem me torturava na fome, na sede, na falta de mim, na falta de sexo, ha muito negada a mim.
Eu conto as letras, formo frases indico palavras que as vezes nem o vento consegue lê os meus dizeres não ditos, prefraseados no medo, entalado na garganta do não querer mais saber de mais nada.

Carlos Silva
www.bandasdegaragem.uol.com.br/carlossilvacantador

Marli Fiorentin disse...

Olha que lindo, a cultura do Sul e a do Nordeste desse país se encontrando no mesmo tema. Carlos Silva, visitei teus blogs, assisti alguns vídeos e adorei tudo. Que grata surpresa! Gostaria de publicar algo teu.

Wanderson Borges disse...

Muito bom menina! Podia deixar um botão curtir!