26 de maio de 2016

O espelho




Talvez nada produzisse sentido,
Se o que existe, não existisse também invertido,
Se em tudo raiasse o belo,
Seria assim que o iriamos entendê-lo.


Talvez todas as coisas tenham de ter um oposto,
E isso, assim como tudo, aconteça de forma alheia ao nosso gosto,
Para que algo possamos avaliar,
Tem que existir algo, com que o possamos comparar.



Lisboa, 28 de Julho de 2015.

José Baptista

4 comentários:

Flavio Valente disse...

Bonito e verdadeiro. Nos afirmamos no nosso oposto.

Isis. laureano disse...

Concordo,sem dúvida.

Diego Maudonato disse...

Poema excelente, expressa nossa solidão e ao mesmo tempo toda a nossa indecisão! Indico um poema excelente que demonstra nas palavras o drama de viver em um mundo sem sermos amparados ...
http://palavrasdecertosdilemasoficial.blogspot.com.br/2016/03/o-quarto.html
Boa Madrugada !

Anônimo disse...

Ótimo poema,retrata bem,o estresse do dia a dia.