1 de outubro de 2014

Poema 20



Dou-lhe tudo que necessita para viver
Você me absorve até a última gota 
Tento resistir aos seus abusos
Dou meus sinais como um filho revoltado
Você os ignora com naturalidade 
Quando revido com minhas desgraças 
Fica irado comigo 
Pensa que pode me dominar, me controlar 
Porém não sabe o que enfrentei no passado
Vive querendo me destruir,
Pra construir sua civilização desonesta 
Os que vêm até mim os ilumino com clareza
Fascinam-se com tamanha força e beleza
E há os que me odeiam sem pensar no bem que faço
Acham que minha presença só limita o seu espaço 

Um comentário:

Paloma Duarte disse...

Perfeito, é bem assim mesmo. Infelizmente o outro tem sempre mais poder sobre nós do que imaginamos.

ass: emanuele