22 de março de 2015

A prisioneira


Fui menina tímida, romântica.
Aluna dedicada, obstinada nos primórdios de minha jornada, percorri diversas estradas.
Amadureci e amei.
Subverti-me por amor, a uma mulher para um homem, que não era o homem para a mulher que me tornei… abneguei.
Adequei-me a seu formato tentando ocupar algum espaço. Esforcei-me para ser o que esperavam que eu fosse… um doce.
Fiz-me companheira acreditando para a vida inteira
Sofri, calei e aos poucos… murchei.
Gritei,pedi, implorei… enfim despedacei.
Chorei o pranto que de tanto lavou-me a alma, o corpo, a mente…quase sumi completamente.
Me vi tela em branco, renascida, recriada, reinventada, por fim novamente apaixonada.
Questionei-me então… razão ou coração?…sorri… e encantei me com minha nova versão, amei acima de tudo a mim mesma por ter a nobreza de não ter vivido em vão e a prisioneira que fui, hoje celebra a libertação.

OBS: Inspirado e dedicado a uma das pessoas que eu mais admiro pela fibra moral, pela determinação e inegavelmente por se recusar a viver em vão.
 Jorge André Montozo Menezes
 http://jadarknight.tumblr.com/

3 comentários:

rodrigo pereira disse...

Nossa, amei a forma como vc escreve!
excelente vocabulário, ótima poesia! quanto mais triste mais me chama atenção!

http://docesofrimento.blogspot.com.br/

Jorge André disse...

Rodrigo, obrigado pela força, vou seguir me esforçando para fazer cada vez melhor.

Telé de Carvalho disse...

Texto lindo e encantador. Haja cérebro.
Gostei muito.