15 de novembro de 2015

Lira Itabirana


Carlos Drummond de Andrade, profético!

I

O Rio? É doce.

A Vale? Amarga.

Ai, antes fosse

Mais leve a carga.

II

Entre estatais

E multinacionais,

Quantos ais!

III

A dívida interna.

A dívida externa

A dívida eterna.

IV

Quantas toneladas exportamos

De ferro?

Quantas lágrimas disfarçamos

Sem berro?

2 comentários:

Marcus Tarsis disse...

Interessante a sensibilidade do poeta, revelando o mal do presente e do futuro.

Marli Fiorentin disse...

Os poetas de verdade estão à frente do seu tempo.